quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mais uma vez, o tapetão entra em campo: golpe a prazo ou à vista?


Quem gosta de tapetão é o perna-de-pau, incapaz de praticar um jogo bonito e eficiente. Desesperado com a derrota, o perna-de-pau busca no tapetão a mãozinha de Deus que lhe faltou dentro de campo.
No campo eleitoral, é exatamente assim que acontece. O candidato sem propostas, sem realizações contundentes, sem charme pessoal e sem apoio expressivo, reconhecendo que, portanto, não tem chances de conquistar votos, procura auxílio extracampo. Às vezes tem razão, às vezes não tem, mas isso não importa. O que importa para o perna-de-pau é criar uma quizumba fenomenal capaz de melar um jogo que estava perdido. E é isso que está tentando a Oposição, com essa Receita tirada da cartola. Tucanos (et caterva) querem porque querem transformar vazamentos da Receita Federal em seus cabos eleitorais. Claro que esses vazamentos têm que ser investigados e banidos. Mas não podem ser usados para alterar o resultado de um jogo do qual nem ao menos fazem parte. Esse desespero oposicionista, apesar de aparentemente inócuo, pode levar a consequências nefastas.
Não acredito que tenham sucesso nessa jogada, nem em campo nem extracampo. Mas a ameaça maior seria caminhar na direção de um golpe jurídico. Como diz um amigo, as leis não são verdades absolutas, são verdades interpretadas. E faz tempo que a Oposição dá sinais de querer avançar pela extrema-direita. Posicionamentos estranhos de membros da Alta Corte... aparelhamento da mídia... factoides... tudo isso leva a crer que o supertapetão pode ser utilizado para tentativa de inviabilizar o jogo democrático. Está na hora de Lula trazer para campo a vibração da camisa 12 (e camisa 13, 15, 40, 50, todas as torcidas unidas) para contrapor a pressão que os camisas pretas estão fazendo sobre o juiz. O povo já pôs a mão nessa taça eleitoral, e o que é do povo ninguém tasca. Tapetão nunca mais!