domingo, 28 de outubro de 2007

Na Argentina, como no Brasil, a classe média sente-se fora do poder

Cerca de 21 milhões de argentinos (dos 27.090.192 habilitados) votam hoje para a Presidência da República. E a Senadora Cristina Fernández (Kirchner), atual Primeira-Dama, deve ser eleita no primeiro turno com algo em torno de 9 ou 10 milhões de votos. Ela será eleita apesar da oposição de boa parte da mídia e da chamada classe média (na maioria concentrada na Capital), que prefere a candidata Elisa Carrió (de acordo com as pesquisas, em um segundo lugar bem distante). Qual o segredo da vitória? Apesar de Cristina já ser uma política consagrada, a razão principal está na política econômica de seu marido, o atual presidente, Nestor Kirchner. Ele é acusado de ter praticado populismo econômico, mas ninguém discute o sucesso na recuperação da Argentina, que afundava na recessão e no desemprego, quando ele assumiu. Naquela época, o jornal La Nación chegou a afirmar que ele não duraria 6 meses no cargo - e ele não apenas cumpriu o mandato como está garantindo a sucessão. É verdade que vai deixar problemas, como a inflação em alta. Mas é verdade também que fazia tempos que o povo argentino não vivia tão bem. Até mesmo a classe média. Para acompanhar os resultados eleitorais a partir das 21 horas, acesse http://www.resultados2007.gov.ar